Nesta quarta-feira (25.09) a Câmara Municipal de Petrópolis sediou a audiência pública sobre a CPI do Feminicídio, da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ), que busca investigar casos no Estado do Rio. De acordo com o Dossiê da Mulher, 10% dos casos de feminicídio no Estado do Rio de Janeiro no ano passado ocorreram em Petrópolis. O Dossiê afirma que 2018 foi o ano com maior número de casos de violência contra a mulher desde que os dados começaram a ser registrados, cinco anos antes. Estiveram presentes as deputadas Monica Francisco (PSOL) e Enfermeira Rejane (PCdoB).

A deputada Mônica Francisco, vice-presidente da CPI e presidente da audiência em Petrópolis, expressou a importância da audiência pública na Cidade Imperial: “A realização desta audiência pública em Petrópolis é de extrema importância e nós, como cidadãs, mulheres e, principalmente, legisladoras, viemos para este município buscar, juntas e juntos, soluções para que possamos coibir e dar visibilidade às ações de enfrentamento a este tema”. A deputada do PSOL explicou também que o feminicídio atinge, sobretudo, as mulheres negras e pobres, que são historicamente precarizadas, mulheres que não conseguem acessar direitos básicos.

O vereador Maurinho Branco (PP), presidente interino da Câmara, ressaltou que hoje tramitam na casa inúmeros projetos de lei com foco na prevenção, punição e acolhimento de mulheres vítimas de violência. “De minha parte, tenho tentado colaborar com o tema, sendo autor de alguns projetos que abordam o assunto, com destaque para o programa “Maria da Penha vai à Escola” e a campanha “Agosto Lilás”, e também sobre a obrigatoriedade de afixação de avisos com o número do disque denúncia de violência contra mulher (disque 180). A ideia é espalhar esse número em estabelecimentos públicos e privados, transportes públicos, e eventos e dar a maior publicidade e visibilidade possível, alcançando toda a população, em especial as mulheres vítimas”, destacou.

Participaram também os vereadores Hingo Hammes (PTB), Jamil Sabrá Neto (PDT) e Marcelo da Silveira (PSB). Foram convidadas autoridades municipais, estaduais, e grupos que atuam diretamente no combate a crimes contra a mulher. Todos os participantes reforçaram a importância do debate e conscientização da população contra crimes de violência doméstica, além dos crimes de violência médica contra as mulheres, buscando enfatizar que a violência não é somente física, mas psicológica, verbal e moral.

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